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29/07/2008

3 Isso é Planejamento!!!


Agora que o Euricão não está mais por lá, tem gente precisando de reforço pra virar mais uma mesa daqui a pouco...

Se bem que, haja vista o cargo em questão, pode ser uma tentativa de se assumir definitivamente como o NOVO VICE.

João Paulo Sá - Flamengo

28/07/2008

14 A/C Antonio Lopes


Três penaltis? Foi sério isso? Como um time consegue fazer isso só no primeiro tempo!
Quem é Byro? Byro?

Chego no trabalho e entro no globo.com pra ler as notícias do Vasco e perco a vontade de clicar só pelas manchetes:

- Lopes não sabe responder se acredita no elenco vascaíno [então vai embora]
- Reunião marcada para decidir futuro do técnico [vai adiantar muito]
- Leandro Amaral: "está faltando vontade" [...]
- Situação na tabela já preocupa o elenco [a torcida ta preocupada já tem alguns anos]
- Vasco é goleado pelo Santos na Vila Belmiro [ ]
- Veja os gols [ehhh... não, obrigado]

Ganhar do Atlético Mineiro no meio da semana é obrigação.
Gustavo Pessôa - Vasco

24/07/2008

13 A Incrível Nação Rubro-Negra

Esse post não é para falar do jogo, nem da arbitragem, nem do fato que o Fla ganhou apenas 1 ponto nos 9 últimos disputados (e ainda continua na liderança).
Meu objetivo aqui é falar da Incrível Nação Rubro-Negra.

Ontem fui ao Canindé. Já tinha escutado e lido em alguns lugares que a torcida do Flamengo é a 5ª maior do Estado de SP e a 4ª maior da Capital, mas sinceramente não acreditava.

Como estou de férias fui na hora do almoço comprar o ingresso. Apesar de ainda ter ingresso na bilheteria, dezenas de cambistas já estavam na porta do estádio esperando a hora do jogo. De novo não acreditei não acreditei no tamanho da torcida e pensei: “Vão todos morrer com ingresso na mão”.

Cheguei ao Canindé, um estádio de várzea, às 20:00 e a já caótica Marginal Tietê estava ainda pior. PM, Guada Municipal e etc. tentavam em vão controlar o trânsito. Independentemente da direção que olhasse só se via o Manto Sagrado Rubro-Negro. Todos os camelôs vendiam bandeiras, camisas e faixas do Flamengo. Era inacreditável.

Ao entrar no estádio a constatação final: o Flamengo era o mandante do jogo! Nossa torcida era no mínimo 10x maior do que a Lusa como podem ver no vídeo abaixo. Ao longo do 1º tempo a PM foi obrigada a espremer a torcida da Portuguesa inúmeras vezes para que a Massa Rubro-Negra pudesse caber lá dentro.

video

Saudações Rubro-Negras!

Obs.: Semana passada retribui o que meu Pai fez inúmeras vezes por mim e o levei para ver Palmeiras x Fluminense. Não contei porque fiquei com preguiça, mas não tinham mais do que 200 tricolores. Não adianta falar que o Flu ainda tá de ressaca e que o Fla é o líder e blá, blá, blá. Quem mora fora do Rio sempre vai aos jogos que tem oportunidade, afinal são muito poucos ao longo do ano.


Diogo Machado - Flamengo

21/07/2008

4 Parabéns


Hoje, dia 21 de julho, é meu segundo aniversário. Espero, ao longo da minha vida, ter mais alguns aniversários em datas diferentes, como quando meus filhos nascerem. Mas, por enquanto, são só esses: dia 13 de janeiro e dia 21 de julho.

Há 106 anos uma meia dúzia de caras criou um clube. Mal sabiam eles que estavam criando algo mais. Uma entidade que transcende, e muito, os limites geográficos da Álvaro Chaves com a Pinheiro Machado. Que está presente nas vidas dos tricolores mesmo antes deles saberem disso. Uma entidade “com a vocação para a eternidade”.

Hoje eu comemoro um pedaço da minha vida. Um pedaço grande, enorme. O que seria eu sem o Fluminense?

Sem minhas tardes de domingo? Sem meus cultos religiosos no templo sagrado do maior do mundo? Sem os sucos corridos no Lê Bom Jus (Seu Carlos tinha que correr pra abrir o estádio) ou as refeições de cachorro-quente Geneal com Matte Leão? Sem a tensão das saídas de clássicos na época dos arrastões? Sem as subidas e descidas das rampas lado-a-lado com os rivais, muitas vezes festivas, muitas outras vezes de cabeça inchada? Sem a pretensão de achar, no iniciozinho da adolescência, que eu era o cara mais valente do estádio, chamando toda a torcida rival pra porrada – quem nunca cantou bem alto o “vem pra porrada, vem”? Sem as amarguíssimas segundas-feiras de colégio depois de uma final perdida? Sem a incomparável delícia da vitória, o prazer de sentir-se acima de todos, invejado, admirado, odiado? Ser odiado faz parte do prazer de ser o melhor – quem nunca foi odiado não teve o prazer completo da vitória.

Sem, acima de tudo, a alegria maior de compartilhar “um sentimento verde-branco-e-grená” com seus amigos para toda a vida – aqueles que Papai do Céu te deu de presente? Sem nunca saber o que é “estar sem precisar estar” no alto do 43?

Sem o Fluminense, eu não seria eu. Eu não existiria. Eu seria outra pessoa. Eu seria ninguém, ou nem isso.

Quero isso, essa “paixão que vem de dentro”, para o meu filho Miguel, que ainda nem sabe que existe, mas já sabe que é tricolor. Quero isso para minha filha (que ainda não sei o nome, já que é Dona Beta quem vai escolher, afinal trato é trato), mas que também já é uma tricolor fanática. Quero isso para Heleninha, minha sobrinha linda que o médico jura que ouviu gritar “Nense!” (e "Galo!" também, mas antes foi "Nense!") na última ultra-sonografia, pelo menos foi o que ouvi dizer.

Parabéns, Fluminense.

“Há tantos anos juntos na vitória ou na derrota – mas a certeza é que eu nunca vou te abandonar”. Ou será que é você quem nunca me abandonará?

Obrigado por tudo.

Saudações Tricolores

Fábio Sá – Fluminense

16/07/2008

8 A bola...


Já vi esse filme esse ano.
A profecia foi feita.

Nunca é tarde pra lembrar: Meus amigos, a bola pune!

Gustavo Pessôa - Vasco

14/07/2008

14 Molezinha


Nosso amigo Gustavo voltou em boa hora. Não sei se ele conseguiu entrar no Maraca, pois agora a Acerj tá trabalhando um pouquinho mais. Mas enfim, se ele não entrou, foi melhor pra ele.

O time do vasco é horroroso. Não é mais ou menos não, o time é muito fraco. Existem dois jogadores bons no vasco, o Morais e o Leandro Amaral, e só. Como o Morais não jogou, o Leandro não se encontrou. O Edmundo é fraco porque tá velho, o Jean é uma piada, a defesa do vasco é patética e o banco de reservas não existe.

Ontem eu fui tranquilo pro Maracanã. Sabia que podia dar zebra, pois a zebra faz parte do futebol. Mas a sensação que eu tinha é de que seria um jogo fácil, tão fácil como Flamengo x Náutico semana passada. Depois que eu vi que o time do vasco vinha com três zagueiros e Beto Cachaça no meio-campo fiquei ainda mais tranquilo.

Foi um treino de luxo. O Flamengo fez 1x0 com menos de 10 minutos. Quando o vasco começou a se engraçar, o xerifão foi lá e meteu mais um. E aí os vascaínos ficaram esperando o terceiro gol no segundo tempo pra ir embora. Com menos de 20 minutos, bola na forquilha. Defensável, é verdade, mas foi lá no 1 milhão do Gol Show, então podemos perdoar o goleirão vascaíno. E fim de papo. O jogo acabou ali, o Flamengo parou de jogar, se poupou, ficou tocando a bola. O vasco ainda mandou uma bola na trave e fez o gol de honra.

No fim das contas voltei pra casa com sono, de tão fácil que foi o jogo. Flamengo x vasco já foi um clássico mais emocionante. Espero que no returno Roque Junior esteja no lado do mal, pra dificultar um pouquinho.

Fernando Lima - Flamengo

11/07/2008

6 Voltando!!!



Que isso fera! 30 dias longe desse blog. É verdade que eu apareci aqui algumas vezes, até um post fiz, mas chegou a hora de acabar com esse Fla-Flu.

Cheguei já no clima, assim que piso no nosso querido Rio de Janeiro, entro num taxi equipado com televisão onde ainda passava "Bom Dia Rio" e vejo os gols do Vasco no jogo de ontem. Quatro. Só pra calibrar o pézinho pra domingo.

"Domingo eu vou ao Maracanã (...)"

Primeiro clássico do meu novo presidente, e ele já vem falando que não é campeonato a parte. Beleza, campeonato pode até não ser, mas é jogo pra entrar com a faca na boca. Matar o urubu pela garganta e mandar essa carniça de volta pro lixão.

A evolução do Flamengo foi notada nesses 30 dias que fiquei fora. Quando sai eles pegavam travestis, agora, pelo menos, são mulheres!

Então quem quiser me encontrar pra matar saudades já sabe. Domingo, antes do jogo, estou do lado da rampa de skate, na entrada da UERJ. Durante o jogo, estou na arquibancada verde, perto da divisória com a amarela.

P.S. Franz Roquenbauer Junior vem ai!

Gustavo Pessôa - Vasco

09/07/2008

34 Imprensa muda



Hoje é a primeira vez que escrevo nesse espaço e por isso vou, antes de tudo, me apresentar. Sou da geração dos pais dos que aqui escrevem. Na verdade, sou pai do Victor Machado um dos organizadores desse blog, do Diogo e do Renan, que também freqüentam esse bate-papo. Ou seja, sou de outra geração, outra época. E sou Tricolor de coração, dentro de uma família vascaína, graças a meu avô materno, o grande Marçal, a quem agradeço muito a boa influência.

Sou do tempo em que as alegrias genuínas vinham com as vitórias do seu time, assim como as tristezas vinham com as derrotas. Não havia êxtase, júbilo, comemorações esfuziantes com o fracasso adversário, a não ser que fôssemos o responsável direto (mas aí a alegria era pela nossa vitória). Para gozar um adversário você tinha que conquistar isso no campo, não podia pegar carona com ninguém. É claro que se tirava uma casquinha, mesmo quando não estávamos diretamente envolvidos, mas era só isso, uma casquinha. O direito a sentar a lenha era restrito aos vencedores.

Sou do tempo em que íamos ao Maracanã de ônibus (ainda não havia metrô), cheio, lotado, dividindo espaço lado a lado com o adversário de logo mais. Íamos uniformizados, de bandeira (sim, naquele tempo era permitido entrar com bandeira com mastro de bambu), cantando e enaltecendo o nosso time, e nada de briga. Éramos adversários, mas não inimigos.

Subíamos a rampa lado a lado e só nos separávamos no alto, cada um pro seu lado. Todos podiam escolher a rampa que queriam usar: Belini ou UERJ.

Após o jogo, descíamos pelas rampas de nossa preferência, dividindo espaço entre vencidos e vencedores. Os vencedores cantavam, zoavam (não é da minha época) e os vencidos calavam ou juravam vingança (no bom sentido) no próximo jogo.

Entrávamos todos nos ônibus, lotados, apinhados, com as portas abertas. Os vencidos saíam um pouco antes para pelo menos ter o conforto de viajar sentado. Fingiam dormir. Os vencedores tiravam sarro (esse é da minha época), cantavam, num ônibus lotado, todo mundo grudado uns nos outros, e não saía nem faísca, nenhuma briga.
Nos dias seguintes, as gozações mesmo ficavam restritas àqueles que torciam pelo time vencedor. Os demais, só pegavam de leve. Só os vencedores comemoravam, celebravam e cantavam vitória. Tinham conquistado esse direito no campo.

Hoje em dia tudo mudou. Como já foi escrito nesse espaço, é mais comum gozar com o dos outros do que com o próprio. Afinal, a soma das derrotas de todos os adversários é muito maior que o número de vitórias do nosso time. Eu não consigo.

Não espero que se torça por um adversário em nome do seu estado ou em nome do seu país. Mas dentro da minha geração isso é mais comum do que vocês pensam. Agora, criar torcida uniformizada de um outro clube? Parece demais da conta pra mim.

Os vascaínos que me perdoem, mas pra ilustrar vou citar o Vasco. Nos últimos 5 anos (de julho de 2003 pra cá) as 5 maiores alegrias de vocês foram os fracassos dos adversários (me desculpem se estiver enganado): Flamengo perdendo a Copa do Brasil pro Santo André, Fluminense perdendo a Copa do Brasil pro Paulista, Botafogo sendo eliminado pelo River Plate, Flamengo sendo eliminado pela América do México e Fluminense perdendo a Libertadores pra LDU. Não me venham com o milésimo gol do Romário que estou tentando falar sério.

Alegria não precisa nem ser um título. Por exemplo, a reação do Flamengo no Campeonato Brasileiro ano passado foi um momento de alegria pros flamenguistas.

Atualmente, os torcedores estão caminhando pra ver aquele que escolheu um outro time como inimigo, e não como adversário. E o grande absurdo disso é que todos, sem exceção, tem parentes (pai, mãe, irmão, filho, marido, mulher) que torcem por um time diferente do seu. Eu mesmo tenho mulher e filho, pessoas que amo mais que tudo na vida, torcendo pelo Flamengo. Todos, novamente sem exceção, tem amigos que torcem por outro time. E são amigos, muito amigos.

Mas a zoação, inclusive nesse espaço, é válida e sadia. Mas vamos tentar ficar no limite da zoação. Vamos nos considerar adversários, se possível apenas no momento em que formos nos enfrentar, e não inimigos. E confesso a vocês, a derrota pra LDU doeu, e ainda dói, muito mais que qualquer gozação que se faça.

Pra terminar vou lançar uma charada que vale um almoço pro vencedor.

No final dos anos 60 a CBD resolveu criar um campeonato brasileiro (era assim que a imprensa se referia ao torneio) de futebol, batizado de Roberto Gomes Pedrosa e apelidado de Taça de Prata. A idéia era ter os principais clubes dos principais centros de futebol: Rio (5), São Paulo (5), Minas (2) e Rio Grande do Sul (2). E completar com times de centros em ascensão: Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, etc. A cada ano, o último colocado daria espaço a um novo clube desses centros menos importantes. Acontece que já na terceira edição (1969), um grande clube do Rio ficou em último lugar, e um outro grande clube do Rio em penúltimo. O regulamento foi alterado, e mantiveram esses clubes no campeonato. No ano seguinte (1970), um clube carioca foi campeão brasileiro pela primeira vez (era assim que a imprensa se referia ao vencedor desse torneio: Campeão Brasileiro). E um grande clube carioca ficou novamente, pelo segundo ano seguido, em último lugar. A chiadeira contra nova virada de mesa foi total. Aí a CBD resolveu mudar tudo, não rebaixar ninguém e aumentar o número de clubes no campeonato brasileiro.

Quais são os 3 clubes cariocas citados anteriormente?

Bom, mas não acabou. Esse novo campeonato tinha uma fórmula diferente: os campeonatos estaduais classificariam para o Brasileirão. O Rio tinha 5, 6 e até 7 vagas. Mas eis que o inesperado acontece. Um grande clube carioca não consegue classificação pelo estadual, mas é convidado a disputar o brasileiro. Três anos depois, isso se repete com dois grandes clubes cariocas.

Quais são esses 3 clubes cariocas? Em que anos esses fatos ocorreram?
A confusão do campeonato de 1987, que queria alijar o Guarani (vice de 1986) e o América (quarto em 1986), foi provocada para acomodar um grande clube carioca que seria rebaixado.

Qual clube carioca estava envolvido nisso?

Pra fechar, em 1999 um clube carioca, juntamente com um gaúcho, denunciou que Sandro Hiroshi, jogador do São Paulo, era gato. Com isso o São Paulo perderia os pontos conquistados contra esses clubes. Porém, contrariando o regulamento, a CBF não só tirou os pontos do clube paulista como decretou o clube carioca vencedor, concedendo 3 pontos e o livrando do rebaixamento.

Qual é esse clube carioca?

Esses casos não se restringem aos grandes clubes cariocas não. Aconteceram também com paulistas, mineiros e gaúchos.

O primeiro a responder corretamente o nome dos clubes e os anos em que os fatos ocorreram ganha um almoço no Porcão. Como existem várias pessoas ligadas ao jornalismo esportivo, acredito que seja fácil chegar às respostas corretas.

Boa sorte a todos e saudações tricolores.

Antonio Machado e Silva - Fluminense

08/07/2008

20 Anos 80 - A criação do Mal



Vou falar agora sobre os nebulosos anos 80 dos molambos, que foram o auge do favorecimengo do Mais Favorecido. Falarei de forma resumida, já que se quisesse detalhar todas as mutretas ficaria escrevendo até o ano que vem.

Começa pouco antes dos anos 80, aliás. Alguém já parou para notar que, até então, o "Framengo" não tinha um título relevante nem a nível nacional! Todos os outros cariocas tinham. Porém com diversas ajudas e favorecimengos, começou o período áureo desse lixo. Em 1979, eles ganharam dois Cariocas! Isso mesmo, dois em um só ano, algo espetacular. Para melhorar, tinham de criar um ídolo, veio um tal de Galinha de Cantina, que só jogou lá, pois afundou a Seleção. Conseguiu a proeza de jogar três Copas e perder cinco!

Em 1980, garfaram o Atlético-MG. No Maracanã, Reinaldo - que mal se agüentava em pé de tanto que apanhou - empatou o jogo em 2 a 2 e garantia o título. Eis que o juizão o expulsa na hora da substituição, sem justificativa! Com um a mais, eles levaram na mão grande. Com esse belo título, chegam à Libertadores de 1981. Sem pegar argentinos e uruguaios, seria moleza. Não fosse ter de enfrentar novamente o Atlético-MG. Eis que, mais uma arbitragem polêmica, e em 35 minutos, cinco jogadores do Galo foram expulsos! Cinco! Um absurdo, reconhecido até pela Conmebol. Mas não havia como voltar atrás.

Daí caminharam para derrotar o Liverpool. Pronto, conquistaram o mundo, não precisam de mais nada. Ledo engano. Tudo continou igual, pergunte aos torcedores de Sport e Grêmio, garfados em 1982! No caso do segundo, o gol do título foi feito nos minutos finais, mas um volante tirou com a mão de dentro do gol! O juizão? Mandou seguir, ora. Lamentável. Não bastassem todos esses indícios, em 1986 estourou o escandâlo das papeletas amarelas, comprovando irregularidades nos anos anteriores! Fosse um país sério o Brasil, e os títulos seriam cassados. Mas não, o caso foi prontamente esquecido. Ridículo! Aí, meus caros, ainda conseguiu ficar pior. A ridícula Copa União, na qual tremeram de enfrentar o Sport! Ficaram com medo, tanto que o Sport é que foi declarado campeão pela CBF e jogou a Libertadores do ano seguinte. Na mão grande, os burro-negros tentam levar, mas acabam mesmo é com taça de bolinhas de isopor...

Renan Machado - Fluminense

04/07/2008

5 Carta ao Sá


[SERIOUS MODE ON]

Belíssimo texto, Sá. Ao meu ver, certos exageros lidos são totalmente compreensíveis quando escrevemos embriagados de paixão. Ainda mais numa hora dessas. Mas, tenho certeza que todo time precisaria ter torcedores como você. Inclusive o meu, o seu.

Sinceramente, te vejo um cara capaz de, num futuro próximo, assumir um cargo de gestão no seu clube de coração. Um projeto de vida que, sem dúvida, te daria muito prazer. E, aqui, vai o conselho de um amigo, não de um flamenguista: faça com que todos que se envolvam no clube não permitam que a obsessão oportunista por um adversário - no caso de hoje, o Flamengo - tire o foco do objetivo principal, a vitória máxima. Dirigentes, funcionários mas, principalmente, técnico e jogadores, que são os que decidem a tristeza ou a felicidade de milhões não podem se inferiorizar publicamente como fez, durante os últimos 2 meses, o técnico de vocês. Ainda mais, ironicamente, posando de superior.

Quando torcedores vivem essa paixão, essa rivalidade e exercitam ludicamente sua retórica, isso é saudável, produtivo. Afinal, como profundo conhecedor das técnicas marketeiras que é, você sabe que é exatamente isso que torna o futebol parte importantíssima das nossas vidas.

Porém, quando o profissional, o dirigente-técnico-jogador - a quem também, confesso, cabe a função de “vender” o espetáculo - se preocupa mais em massagear seu próprio ego tentando parecer superior ao rival do que em fazer seu trabalho focadamente, o resultado é esse. E quantas e quantas vezes nós já vimos esse filme? No Fluminense, no Flamengo, na Seleção... Sem perceber, o Renato deixou que toda sua habilidade como promotor de eventos, toda sua capacidade em vender e se vender desviasse o seu foco. E, conseqüentemente, o dos seus comandados.

Então, se um dia você estiver lá com o poder em suas mãos, não permita que um técnico seu, que deve se comportar como líder, não como estrela da companhia, estrague a belíssima festa de milhares de torcedores. Porque, ontem, se houve um culpado, ele não era argentino, nem mesmo equatoriano. Era brasileiro, gaúcho, entretanto mais marrento do que muito carioca.

[SERIOUS MODE OFF]

[FANFA MODE ON]

Sá,

Tenho uma dúvida que não tive a oportunidade de tirar por não conhecer ninguém que já tivesse vivenciado... Sacode de 4x2 pela América do Sul, Dodô pipoca-batizada desagregando, gaúcho babaca à beira do campo, chororô descontrolado contra o cara apitando...

Diga-me: Como é se sentir botafoguense em dimensões continentais?


João Paulo Sá - Flamengo

03/07/2008

78 Cabeça Erguida



Saudações Tricolores.

Hoje começo pelo fim, porque esse é o sentimento que impera hoje. Fim. Fim de um sonho bonito, que se desenhou tão real na nossa frente, mas foi interrompido brutalmente por uma força inexplicável que nos falou – não, não é agora. A negação do sonho tão real é dolorida, sofrida demais. É um sentimento tão forte que poucos são os que têm, tiveram ou terão o desprazer e o prazer de senti-lo. Mas eu não troco esse imenso desprazer pelo prazer efêmero de não ter estado lá. Só quem sofre é quem ama, só quem perde é quem joga, só quem briga é quem tem coragem, só quem vive de verdade é quem enfrenta a morte com medo de perder a vida mas ao mesmo tempo com a bravura de encará-la de frente.

Eu não abaixo a cabeça pra ninguém. Fomos valentes, guerreiros, monstros sagrados do futebol. Encaramos todas as batalhas de peito aberto e, um a um, fomos derrubando os gigantes pelo caminho. Entramos desacreditados e mostramos ao mundo que o Fluminense deve ser respeitado. Atropelamos o grupo da morte, eliminamos três campeões – Nacional, São Paulo e Boca Juniors – sendo que dois deles eram tidos como aposta certa para o título desse ano. Sofremos na altitude e num primeiro tempo horroroso, mas entramos em campo ontem com o espírito dos deuses, dispostos a virar o jogo, dispostos a fazer história. E veio a porrada logo aos cinco. E veio um juizinho filadaputa conivente com o anti-jogo deles. Mas o time foi bravo e reverteu o cenário. 3 gols do Thiago Neves, e vários lances que poderiam ter dado números finais à partida. Mas não deram, nem para um lado, nem para outro. E o capricho do destino nos levou aos pênaltis e deu no que deu. Parabéns a eles que lutaram contra 90.011 pessoas, apesar do anti-jogo nojento e da complacência daquele argentino filadaputa.

Valeu Fernando Henrique, com certeza o melhor goleiro da Libertadores. Valeu Gabriel, que ontem só parou com câimbras. Valeu Thiago Silva, você foi um monstro durante a competição. Valeu Luiz Alberto, que chegou desacreditado e virou capitão com mérito. Valeu Junior César, que se descobriu como um dos melhores laterais do Brasil. Valeu Ygor, que lutou dentro das suas limitações, mas inegavelmente lutou. Valeu Arouca, motor do meio-campo, tricolor de coração. Valeu Cícero, coringa, brigador, jogando pro time 100% do tempo. Valeu Conca, que jogou demais e trouxe ao time a raça que estava faltando. Valeu Thiago Neves, que atropelou as críticas e meteu três gols numa partida memorável. Valeu Washington, que ontem não foi bem, mas foi um leão coração valente contra o São Paulo e contra o Boca, não vou esquecer disso. Valeu Dodô, pelo segundo tempo contra o São Paulo e o Boca, e por ter brigado ontem o tempo todo que esteve em campo. Valeu Renato, por ter montado um time de verdade, um grupo forte, unido pelo mesmo objetivo. Valeu Branco, por ser o articulador disso tudo, a referência do grupo, a voz tricolor pra cima do grupo.

Eu não abaixo a cabeça pra ninguém. Nem pra imundo que ganhou em 81 na versão mais ridícula da Libertadores, sem nenhum time argentino em campo, e que apanhou clamorosamente no Maracanã nessa edição. Vocês torceram pro São Paulo, pro Boca, pra LDU. É isso mesmo, é assim que é o futebol. Aproveitem, curtam essa alegria efêmera, esse prazer pequeno e mesquinho de torcer pro time dos outros quando não se tem time. Rivalidade é isso aí, e é por isso que o futebol é apaixonante. Nem pra bacalhau, que levou em 98 ganhando do River nas semis (bela campanha, sim), mas penou pra chegar lá e sabe que não é fácil. E que desde então nunca mais nem sonhou em repetir o feito, aliás, nem em classificar pra competição. Em 98 eu torci contra também, não muito pra falar a verdade, mas torci. Hoje, recordando, acho que talvez tenha sido melhor vocês terem ganho, porque a cara de vocês depois do jogo contra o Real Madrid não tem preço – vocês entram no campeonato pensando na imundície, com o objetivo de ganhar pra tirar sarro dos caras, isso é ridículo. Por isso, foi até bom vocês levarem em 98, pensando bem. Nem pra cachorrada, que nem 20 estaduais tem. E não merece nem essa segunda linha de reflexão.

Eu sou Tricolor. Tenho orgulho disso. Tenho orgulho da campanha valente desse time. Não vou esquecer dessa história. Não vou deixar isso pra trás, como se tudo tivesse acabado por causa de um jogaço decidido nos pênaltis. Vou exaltar e honrar a luta e a dedicação desse grupo guerreiro e vitorioso, que colocou o nome do Fluminense de volta no mapa da América e do Mundo.

Que essa história seja um exemplo pra diretoria, que continue montando times fortes e competitivos – não se pode esmorecer no primeiro baque. Que seja exemplo pra torcida, fiel, apaixonada, que exija os bons elencos e compareça, cante, lute, e não abaixe a cabeça pra ninguém.

Sou Fluminense desde antes de nascer. Fui Fluminense ontem, cansado, sofrido, feliz e triste por uma questão de segundos. Sou Fluminense hoje, abatido, traído pelo destino, mas orgulhoso do manto que visto. Serei Fluminense mesmo depois de morrer, como Nelson, como Mario Lago, como Careca. Seria Fluminense mesmo se não existisse, como o Gravatinha.

E não abaixo a cabeça pra ninguém.

Saudações Tricolores

Fábio Sá - Fluminense

15 Paira um silêncio na TV Esporte Interativo


Caros,

No dia 4/06, há quase 1 mês, escrevi o e-mail abaixo.

Ele é auto-explicativo, e por isso não vou me ater muito a ele. Basta lerem.

Tenho uma teoria. Creio que a Bola seja uma entidade, quase Rodriguiana e definitivamente sobrenatural, que julga os times de futebol e repara as distorções e injustiças praticadas pelos Cartolas. Sim, porque o futebol é maior do que os Homens que o praticam e o dirigem.

E uma dessas injustiças é fato do Fluminense estar jogando a 1º Divisão do Brasileiro desde 2001, sem ter conquistado em campo o direito de estar lá.

Por isso, e somente por isso, a Bola não permite que um time de 2ª Divisão ganhe o maior torneio continental do Mundo. Seria um escárnio e uma desmoralização para a Libertadores que, a um time de 2ª linha, lhe fosse franqueada a oportunidade de representar as Américas no Mundial.

Mas os assanhadinhos tricolores poderão se ouriçar e dizer: “Ganhamos a Copa do Brasil!!!”

E eu vos digo: Calma, meus bons. Muita calma.

A Copa do Brasil é uma das distorções que mencionei acima, e que a Bola corrige. É um torneio que permite que times de 2ª linha participem da Libertadores (vide Fluminense, Santo André, Paulista, Criciúma etc...).

Agora se perguntem se a Bola permitiu que estes times fossem campeões da Libertadores? É claro que não.

Portanto, meus bons, venho aqui relembrar a vocês a profecia que fiz há quase 1 mês:

“Para o bem ou para o mal, Libertadores é isso aí.

Mas tudo se resume à Bola

E a Bola, meu bons, pune.” (Marcos Borges – o Profeta)


Em anexo, segue a imagem que vale mais que mil palavras.



Saudações Rubro-Negras do único Campeão do Mundo da Cidade Maravilhosa.


Marcos Borges - Flamengo

0 Orgulho de ser tricolor


Finalmente, chega o dia em que o tricolor pode falar:

"Sim! Meu Fluminense é do tamanho do São Caetano!"


João Paulo Sá - Flamengo

18 Eu acredito!!!



Sai daê Renato Gaucho!!! Agora vai andar 5 mil km e brincar no Brasileiro!!!

Obrigado LDU! Por isso que eu canto, orgulho de ser do Equadoooooor!!!

Guerron - LDU