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21/05/2010

48 Eu teria um desgosto profundo...

Vasco

Os sumidos continuaram sumidos. Os poucos que aparecem estão com a cabeça a mais de mil. O importante é que não adiantou de nada esse negócio de SeleFla (como uns gostam de chamar SeleAtaqueFla). Durante a semana confessei (se é que isso era preciso) que sou anti-urubu de carteirinha, então esse jogo eu fiquei nervoso sim. Muito.

Comemorei o gol, sofri a cada gol do urubu, comemorava as catimbas e fiquei puto com o narrador da globo. Nunca vi ninguém torcer tanto pra um time desde Fernando Bonan narrando os jogos do meu Friburguense.

Rapaz, que gol foi aquele? Bruno puxando o bracinho foi sensacional. Melhor que o Bruno puxando bracinho é a torcida que não define. Uns odeiam o Bruno, outros o Leo Moura, tem os que não suportam o Adriano e o Kleberson. A única unanimidade é o perde gol do V.Love. Todos gostam.

Adriano, compra essa bebida pra próxima festa na Chatuba!
Comemorei o fim do jogo no lugar que todo mundo sabe que mais gosto de comemorar os insucessos do urubu, NA JANELA! De frente pro cortiço de flamenguista que tem aqui em frente de casa. Só dois tiveram força pra vir me xingar. Cenas hilárias. Um toda hr que eu xingava gritava "é a sua mãe" hahahaha.. sério isso? Minha mãe? Não ouvia isso desde a 5ª séria.

O outro estava lutando, ainda em lagrimas (nao enxerguei, mas acredito), para abrir a janela, mas estava todo atrapalhado dentro de suas emoções. Mas a cena era sua mãe puxando o menino como se não deixasse ele gritar na janela. Mas ele trocava uns berros. Claro que abafado pelos meus. Mas quando vi a luta da mãe dele só gritei: "Tia, leva ele pra cama!".

Acho que amanhã vou sair de casa escoltado, tem uns vizinhos querendo me dar porrada. Essa semana vão ter que me aturar no Twitter e Facebook, vou perder uns amigos, mas não perco as piadas de jeito nenhum.

É urubu, jogar só com 11 é muito difícil.

Sabe a diferença do Corinthians para o Flamengo? 2 semanas.
Sabe o que o flamenguista faz depois que ve o time levantar a taça da libertadores? Fecha o youtube.
Ae, to ligando pro Montilla tem mais de duas horas, mas só tá dando fora da área de cobertura.





Gustavo Pessôa - Vasco

12/05/2010

19 A semana que precede a derrota

Vasco

Mais uma típica semana carioca. Aqueles mais tagarelas falam, gritam, perdem o controle e só querem saber de mostrar pra todo mundo que serão campeões. Uma das atitudes menos nobre é a soberba, e é um dos pecados que mais cometem.

Duvido que alguém aqui diga eu esteja mentido: a soberba de um animal que vive no lixão e só come carniça é a maior. Como diz o sumido Fábio Sá, é um povo que come merda e arrota caviar.

Também não vou mentir: sou anti-urubu desde criança. Não torço contra o urubu hoje porque meu time está mal hoje, sempre torci. No dia que estava comemorando o Título da Libertadores, se tivesse um jogo do Urubu eu estaria torcendo por uma derrota. Me chamar de arco-íris não me ofende, podem falar, sou contra esse time de bandido mesmo e sempre serei.

Com KY, por favor. Porque Só Love não basta.
Mas falando dos próximos sete dias. O seven day diet dos urubus. Eles vão SUMIR essa semana, não vão aparecer em nenhum bar, nenhuma roda de futebol, nenhuma rede social. Vão desaparecer. Aqui no blog vão alegar o excesso de trabalho. Promessas por um milagre já começaram e vão rezar pelo 2 x 0 no Chile. Caso esse resultado apareça vai começar tudo de novo: "Deixou chegar".

Detalhe, ninguém deixou chegar. Vocês que tentam de todas as formas sair, passam no sufoco pela própria incompetência e se apegam ao "Deixou Chegar".

Se perder semana que vem, vão arrumar os culpados. Vai sobrar pra Nadadora, pro Adriano, Bruno, Pet e Denis Marques. Se ganhar já vão estar em Abu Dhabi com passagem emitida pela Emirates. Mas essa semana vão sumir, DE MEDO.

O único problema é esse medo escondido atrás da máscara do otimismo. Semana que vem vamos ver o que vai acontecer, vou estar aqui torcendo, pronto pra ser zuado caso aconteça um milagre. E sabendo o que vai acontecer essa semana, só o silêncio.

Gustavo Pessôa - Vasco

06/05/2010

1 E termina o primeiro semestre...

Flamengo

... para os times do Rio de Janeiro, com exceção do Mais Querido. O vasco completa 7 anos sem título, o fluminense cansou de jogador medalhão, contratou um técnico medalhão, mas o time continua merdalhão. E o botafogo ganhou seu 19° (não sei se ta certo) título carioca (uhuuuuul).

Agora, como todos estão acostumados, começa a operação seca-fla. Nenhum dos 3 times almeja nada no Brasileirão, até pq o rebaixamento só começa a preocupar no início do segundo turno. Então, preparem-se e sequem à vontade.

A impressão que eu tive ontem era de que o vasco e o fluminense nem jogaram. Não escutava ninguém durante os jogos dos dois times. No jogo do vasco até ouvi, porque era 19:30. Mas no jogo do Flamengo, parecia que metade do prédio torcia pro Fla e a outra metade pro Corinthians. Impressionante! Nos dois gols do time do gordo, foi uma gritaria impressionante, parecia o Alzirão na Copa do Mundo. Teve até foguetório.

Essa é a melhor forma de ir pra varanda depois do jogo. Teu time joga mal, toma uma bela pressão, e depois se classifica, mesmo com uma faltinha marota no final do jogo pro outro time. Nós, traumatizados pela Copa do Brasil de 2009, tememos pelo pior. Mas o Flamengo é o Flamengo, aqui a camisa fala mais alto, e o time de melhor campanha da competição morreu em casa.

Nos classificamos, mas continuamos como os azarões. Afinal, somos o time de pior campanha de todos que ainda estão na competição, certo arco-íris? Pelo que ouço, a queda do Flamengo é questão de tempo. Então, continuem secando que eu continuo torcendo por aqui.

Obrigado Vagner Love. Você é foda!

Fernando Lima - Flamengo

04/07/2008

5 Carta ao Sá


[SERIOUS MODE ON]

Belíssimo texto, Sá. Ao meu ver, certos exageros lidos são totalmente compreensíveis quando escrevemos embriagados de paixão. Ainda mais numa hora dessas. Mas, tenho certeza que todo time precisaria ter torcedores como você. Inclusive o meu, o seu.

Sinceramente, te vejo um cara capaz de, num futuro próximo, assumir um cargo de gestão no seu clube de coração. Um projeto de vida que, sem dúvida, te daria muito prazer. E, aqui, vai o conselho de um amigo, não de um flamenguista: faça com que todos que se envolvam no clube não permitam que a obsessão oportunista por um adversário - no caso de hoje, o Flamengo - tire o foco do objetivo principal, a vitória máxima. Dirigentes, funcionários mas, principalmente, técnico e jogadores, que são os que decidem a tristeza ou a felicidade de milhões não podem se inferiorizar publicamente como fez, durante os últimos 2 meses, o técnico de vocês. Ainda mais, ironicamente, posando de superior.

Quando torcedores vivem essa paixão, essa rivalidade e exercitam ludicamente sua retórica, isso é saudável, produtivo. Afinal, como profundo conhecedor das técnicas marketeiras que é, você sabe que é exatamente isso que torna o futebol parte importantíssima das nossas vidas.

Porém, quando o profissional, o dirigente-técnico-jogador - a quem também, confesso, cabe a função de “vender” o espetáculo - se preocupa mais em massagear seu próprio ego tentando parecer superior ao rival do que em fazer seu trabalho focadamente, o resultado é esse. E quantas e quantas vezes nós já vimos esse filme? No Fluminense, no Flamengo, na Seleção... Sem perceber, o Renato deixou que toda sua habilidade como promotor de eventos, toda sua capacidade em vender e se vender desviasse o seu foco. E, conseqüentemente, o dos seus comandados.

Então, se um dia você estiver lá com o poder em suas mãos, não permita que um técnico seu, que deve se comportar como líder, não como estrela da companhia, estrague a belíssima festa de milhares de torcedores. Porque, ontem, se houve um culpado, ele não era argentino, nem mesmo equatoriano. Era brasileiro, gaúcho, entretanto mais marrento do que muito carioca.

[SERIOUS MODE OFF]

[FANFA MODE ON]

Sá,

Tenho uma dúvida que não tive a oportunidade de tirar por não conhecer ninguém que já tivesse vivenciado... Sacode de 4x2 pela América do Sul, Dodô pipoca-batizada desagregando, gaúcho babaca à beira do campo, chororô descontrolado contra o cara apitando...

Diga-me: Como é se sentir botafoguense em dimensões continentais?


João Paulo Sá - Flamengo

03/07/2008

78 Cabeça Erguida



Saudações Tricolores.

Hoje começo pelo fim, porque esse é o sentimento que impera hoje. Fim. Fim de um sonho bonito, que se desenhou tão real na nossa frente, mas foi interrompido brutalmente por uma força inexplicável que nos falou – não, não é agora. A negação do sonho tão real é dolorida, sofrida demais. É um sentimento tão forte que poucos são os que têm, tiveram ou terão o desprazer e o prazer de senti-lo. Mas eu não troco esse imenso desprazer pelo prazer efêmero de não ter estado lá. Só quem sofre é quem ama, só quem perde é quem joga, só quem briga é quem tem coragem, só quem vive de verdade é quem enfrenta a morte com medo de perder a vida mas ao mesmo tempo com a bravura de encará-la de frente.

Eu não abaixo a cabeça pra ninguém. Fomos valentes, guerreiros, monstros sagrados do futebol. Encaramos todas as batalhas de peito aberto e, um a um, fomos derrubando os gigantes pelo caminho. Entramos desacreditados e mostramos ao mundo que o Fluminense deve ser respeitado. Atropelamos o grupo da morte, eliminamos três campeões – Nacional, São Paulo e Boca Juniors – sendo que dois deles eram tidos como aposta certa para o título desse ano. Sofremos na altitude e num primeiro tempo horroroso, mas entramos em campo ontem com o espírito dos deuses, dispostos a virar o jogo, dispostos a fazer história. E veio a porrada logo aos cinco. E veio um juizinho filadaputa conivente com o anti-jogo deles. Mas o time foi bravo e reverteu o cenário. 3 gols do Thiago Neves, e vários lances que poderiam ter dado números finais à partida. Mas não deram, nem para um lado, nem para outro. E o capricho do destino nos levou aos pênaltis e deu no que deu. Parabéns a eles que lutaram contra 90.011 pessoas, apesar do anti-jogo nojento e da complacência daquele argentino filadaputa.

Valeu Fernando Henrique, com certeza o melhor goleiro da Libertadores. Valeu Gabriel, que ontem só parou com câimbras. Valeu Thiago Silva, você foi um monstro durante a competição. Valeu Luiz Alberto, que chegou desacreditado e virou capitão com mérito. Valeu Junior César, que se descobriu como um dos melhores laterais do Brasil. Valeu Ygor, que lutou dentro das suas limitações, mas inegavelmente lutou. Valeu Arouca, motor do meio-campo, tricolor de coração. Valeu Cícero, coringa, brigador, jogando pro time 100% do tempo. Valeu Conca, que jogou demais e trouxe ao time a raça que estava faltando. Valeu Thiago Neves, que atropelou as críticas e meteu três gols numa partida memorável. Valeu Washington, que ontem não foi bem, mas foi um leão coração valente contra o São Paulo e contra o Boca, não vou esquecer disso. Valeu Dodô, pelo segundo tempo contra o São Paulo e o Boca, e por ter brigado ontem o tempo todo que esteve em campo. Valeu Renato, por ter montado um time de verdade, um grupo forte, unido pelo mesmo objetivo. Valeu Branco, por ser o articulador disso tudo, a referência do grupo, a voz tricolor pra cima do grupo.

Eu não abaixo a cabeça pra ninguém. Nem pra imundo que ganhou em 81 na versão mais ridícula da Libertadores, sem nenhum time argentino em campo, e que apanhou clamorosamente no Maracanã nessa edição. Vocês torceram pro São Paulo, pro Boca, pra LDU. É isso mesmo, é assim que é o futebol. Aproveitem, curtam essa alegria efêmera, esse prazer pequeno e mesquinho de torcer pro time dos outros quando não se tem time. Rivalidade é isso aí, e é por isso que o futebol é apaixonante. Nem pra bacalhau, que levou em 98 ganhando do River nas semis (bela campanha, sim), mas penou pra chegar lá e sabe que não é fácil. E que desde então nunca mais nem sonhou em repetir o feito, aliás, nem em classificar pra competição. Em 98 eu torci contra também, não muito pra falar a verdade, mas torci. Hoje, recordando, acho que talvez tenha sido melhor vocês terem ganho, porque a cara de vocês depois do jogo contra o Real Madrid não tem preço – vocês entram no campeonato pensando na imundície, com o objetivo de ganhar pra tirar sarro dos caras, isso é ridículo. Por isso, foi até bom vocês levarem em 98, pensando bem. Nem pra cachorrada, que nem 20 estaduais tem. E não merece nem essa segunda linha de reflexão.

Eu sou Tricolor. Tenho orgulho disso. Tenho orgulho da campanha valente desse time. Não vou esquecer dessa história. Não vou deixar isso pra trás, como se tudo tivesse acabado por causa de um jogaço decidido nos pênaltis. Vou exaltar e honrar a luta e a dedicação desse grupo guerreiro e vitorioso, que colocou o nome do Fluminense de volta no mapa da América e do Mundo.

Que essa história seja um exemplo pra diretoria, que continue montando times fortes e competitivos – não se pode esmorecer no primeiro baque. Que seja exemplo pra torcida, fiel, apaixonada, que exija os bons elencos e compareça, cante, lute, e não abaixe a cabeça pra ninguém.

Sou Fluminense desde antes de nascer. Fui Fluminense ontem, cansado, sofrido, feliz e triste por uma questão de segundos. Sou Fluminense hoje, abatido, traído pelo destino, mas orgulhoso do manto que visto. Serei Fluminense mesmo depois de morrer, como Nelson, como Mario Lago, como Careca. Seria Fluminense mesmo se não existisse, como o Gravatinha.

E não abaixo a cabeça pra ninguém.

Saudações Tricolores

Fábio Sá - Fluminense

15 Paira um silêncio na TV Esporte Interativo


Caros,

No dia 4/06, há quase 1 mês, escrevi o e-mail abaixo.

Ele é auto-explicativo, e por isso não vou me ater muito a ele. Basta lerem.

Tenho uma teoria. Creio que a Bola seja uma entidade, quase Rodriguiana e definitivamente sobrenatural, que julga os times de futebol e repara as distorções e injustiças praticadas pelos Cartolas. Sim, porque o futebol é maior do que os Homens que o praticam e o dirigem.

E uma dessas injustiças é fato do Fluminense estar jogando a 1º Divisão do Brasileiro desde 2001, sem ter conquistado em campo o direito de estar lá.

Por isso, e somente por isso, a Bola não permite que um time de 2ª Divisão ganhe o maior torneio continental do Mundo. Seria um escárnio e uma desmoralização para a Libertadores que, a um time de 2ª linha, lhe fosse franqueada a oportunidade de representar as Américas no Mundial.

Mas os assanhadinhos tricolores poderão se ouriçar e dizer: “Ganhamos a Copa do Brasil!!!”

E eu vos digo: Calma, meus bons. Muita calma.

A Copa do Brasil é uma das distorções que mencionei acima, e que a Bola corrige. É um torneio que permite que times de 2ª linha participem da Libertadores (vide Fluminense, Santo André, Paulista, Criciúma etc...).

Agora se perguntem se a Bola permitiu que estes times fossem campeões da Libertadores? É claro que não.

Portanto, meus bons, venho aqui relembrar a vocês a profecia que fiz há quase 1 mês:

“Para o bem ou para o mal, Libertadores é isso aí.

Mas tudo se resume à Bola

E a Bola, meu bons, pune.” (Marcos Borges – o Profeta)


Em anexo, segue a imagem que vale mais que mil palavras.



Saudações Rubro-Negras do único Campeão do Mundo da Cidade Maravilhosa.


Marcos Borges - Flamengo

0 Orgulho de ser tricolor


Finalmente, chega o dia em que o tricolor pode falar:

"Sim! Meu Fluminense é do tamanho do São Caetano!"


João Paulo Sá - Flamengo

18 Eu acredito!!!



Sai daê Renato Gaucho!!! Agora vai andar 5 mil km e brincar no Brasileiro!!!

Obrigado LDU! Por isso que eu canto, orgulho de ser do Equadoooooor!!!

Guerron - LDU

24/06/2008

16 Responsabilidade



Meu pai é meu herói. Mais do que isso, é um super-herói. Um super-herói tricolor. Meu pai criou três tricolores saudáveis – porque tricolor nunca é “doente”. Claro que minha mãe também nos criou, e como, em todos os aspectos, mas na matéria “Educação Futebolística”, graças a Deus prevaleceu a voz paterna (não pela minha mãe, mas pelos irmãos dela, todos do lado negro). Meu pai nos levava – e ainda nos leva, se bem que hoje acho que quem leva ele somos nós – ao Maracanã desde antes de aprendermos a falar ou andar direito. Éramos “três pirralhos e um louco”, todo domingo, a caminho do maior do mundo. Com direito a lanche rápido antes, no Lê Bon Jus (ou, mais tarde, na época da Barra, nós passamos a comer no Maraca mesmo, pra economizar tempo), e, se tudo desse certo, um bom lanche ou jantar na churrascaria depois. Se tudo desse certo – porque, se não desse, a fome passava, tomada pelo rancor e o ódio, e o destino era “pra casa”, sem uma palavra pelo caminho. Eram as ‘umas horas’ mais azedas do universo.

Meu pai criou três apaixonados pelo Fluminense, e só o que ele fez foi nos apresentar à magia desse clube. O resto veio sozinho. As alegrias, os sofrimentos (muitos sofrimentos e algumas alegrias), nos fizeram ser as pessoas que somos hoje: verdadeiros tricolores de coração. Quem ama venera, alcança, supera – já diria o sambista.

Hoje eu sinto o peso dessa responsabilidade. Estou a milhares de quilômetros de casa, torrei parte da suada economia, pedi uma semana de férias... tudo pelo nosso Fluminense. E não estou aqui sozinho. Há os camaradas tricolores que aqui também estão, mas não é deles que estou falando. Estou falando do “espírito coletivo do 43”.

Estou falando do super-herói tricolor. Da irmã que virou a mais apaixonada de todas. Do irmão que, por uma ironia do destino, vai ver uma semifinal de Eurocopa mas estará com a cabeça do outro lado do mundo, em Quito. Da mulher que aprendeu a amar o clube que eu amo, porque passou a entender sozinha que esse amor é inexplicável e soberano. Da mãe que tantas patadas levou nas voltas de Maracanã nos domingos a noite, quando perguntava inocentemente “e aí, quanto foi o jogo?”. Dos amigos do trabalho, companheiros de Abrace e Arquibar, que jogo sim jogo também estão lá.

O tênis do Seu Carlos, o casaco do Marcelo, o cadeado que peguei da minha mãe, a ABRACE representando os camaradas da Top, a aliança com “Beta” gravada, o carregador que peguei da Thaíssa (não dava pra mostrar a máquina...)


Vocês todos estão aqui comigo. Amanha, quando entrarmos em campo, seremos milhares de vozes e espíritos juntos como uma única e gigante força tricolor.

Amanhã é nosso dia. O dia do jogo mais difícil do mundo. Durmam hoje com isso em mente. Acordem amanha e saibam que estarão diante de uma pagina dourada da história. Da nossa história.

Vamos Fluzão. Vamos ganhar.

Saudações Tricolores.



Fábio Sá - Fluminense

18/06/2008

3 O silêncio que precede o esporro



Falta exatamente uma semana. O silêncio tomou conta do Rio de Janeiro. A espera parece não ter fim. A hora não passa, o ponteiro do meu relógio parece estar com preguiça. Angústia, ansiedade, concentração, foco. Esse é o retrato do tricolor durante todos esses dias de espera.

Já perdi a conta dos dias, das semanas... Parece que se passaram anos desde a vitória contra o Boca. Mas a hora da batalha final vai chegar. Em breve estaremos dentro do campo de batalha, no frio, na altitude contra tudo e contra todos. E no calor, no Caldeirão Tricolor, com 80 mil apaixonados Tricolores.

O resto do Rio está vivendo essa mesma expectativa. Nas padarias, nos canis e embaixo dos viadutos da cidade não se ouve barulho.

No dia 02 de junho só um lado terá motivos para fazer barulho. Que seja o lado tricolor!

Victor Machado - Fluminense

13/06/2008

1 O jogo mais difícil do mundo



Faltam 12 dias para o jogo mais difícil do Fluminense na Libertadores. Engana-se quem acha que os confrontos contra os poderosíssimos São Paulo e Boca Juniors foram o clímax desta competição. Foram verdadeiras batalhas, sofridas epopéias futebolísticas, mas que não nos proporcionaram nada, a não ser a passagem para uma fase ainda mais dura, ainda mais sofrida, ainda mais difícil – o derradeiro enfrentamento pela conquista da América.

Nada nunca veio de graça para o Fluminense. Nada nunca nos foi dado, tudo o que temos foi conquistado, e com muito suor. E desta vez não será diferente. Nossa campanha é impecável: líder do Grupo da Morte, maior pontuador, eliminou o escolado SPFC, eliminou o atual campeão e favoritíssimo Boca. Mas só entrará para a história se a seriedade e a dedicação que nos trouxeram até aqui continuarem a ser as palavras de ordem até o apito final do segundo jogo da final, no Maracanã.


Por que tudo isso?

Não é um puxão de orelha, nem nada. Não acho que o time nem a torcida estejam pensando diferente de mim. Pelo menos não a grande maioria. Mas esse foco e essa consciência de responsabilidade têm que ser, em algum momento, externalizados, verbalizados – têm que deixar de ser parte de um inconsciente-coletivo-tricolor para tornarem-se uma cartilha-explícita-e-colada-na-parede-tricolor. E esse momento é agora, desde já, há menos de duas semanas para o jogo mais difícil das vidas desses jogadores e das nossas.

E o que significa isso? Significa jogar sério demais desde agora (e não tomar um gol ridículo no último minuto de jogo contra o Santos). Significa se preocupar única e exclusivamente com Quito ao invés de fazer planos para Yokohama (desculpa, seu Carlos – mas não foi só você, fique tranqüilo). Significa mandar praquele lugar todo molambo que vier falar que vai ser muito legal ver o Thiago Silva marcando o Cristiano Ronaldo.

Cristiano Ronaldo é o cacete! Vai ser difícil demais marcar os caras da LDU, que chegou à final com total mérito e não está lá de brincadeira. Que, para estar lá, eliminou o América (que eliminou o Santos e o Mal) e o San Lorenzo (que eliminou o River). Vai ser difícil jogar no estádio deles com 45mil caras contra, na altitude. Vai ser difícil segurar um meio-de-campo habilidoso, um ala direito que é a revelação da competição e uma dupla de atacantes que não perdoa se a zaga vacilar. E, Deus me livre, mas vai ser difícil buscar o resultado no Maraca, caso haja um resultado adverso lá. Temos que subir a montanha para jogar contra eles de igual pra igual, e com o objetivo de ganhar o jogo lá.

Medo? É bom ter, sim, nem que seja um pouco. Porque, como eu já disse antes, a dose certa do medo nos faz entrar ligados, fortes, unidos, como fizemos em TODOS os jogos à vera até agora. Tivemos medo do Adriano, e nos dois segundos que ele teve livre, fez dois gols – mas foi só, e fomos gigantes para superá-los. Tivemos medo de Riquelme, Palácio e Palermo, e isso nos fez marcar os caras como eles nunca foram marcados na vida. Agora é a hora de ter medo do Guerrón, do Vaca e do Manso – para que Thiago Silva, Luiz Alberto, Ygor, Cícero, Arouca, e todos saibam exatamente o que vem por aí.

Faltam 12 dias. Parece que faltam 12 meses. Essa paralisação é um saco, porque desvia o foco. Mas daqui a pouco faltarão 12 horas. E logo menos estaremos em campo para o jogo mais difícil e mais importante dessa Libertadores. A melhor forma de aproveitar o tempo e de demonstrar todo o respeito pela instituição “Final da Libertadores” é treinar como nunca treinaram antes; jogar no Brasileiro como se fosse a Libertadores*; ir ao Maracanã torcer os 90 minutos; e ter a torcida focada 200% do tempo no jogo lá em Quito.

A vitória não virá ao nosso encontro; nós vamos ter que ir até lá buscá-la na marra. Como sempre.

Saudações Tricolores

*Observação: uma pequena dose de nostalgia. No colégio tínhamos uma equipe de futsal boa demais, fruto do trabalho de longo prazo dos treinadores (Fernando e Beto). Eu lembro que eles falavam que nosso comportamento nos treinos seria refletido em quadra, na hora da verdade. Que levar o treino de finalização na sacanagem, tentando um drible a mais ou o gol mais bonito, significaria não ter a frieza e a automatização da conclusão na hora que pintasse aquele lance único pra resolver o jogo. Isso pra mim é muito verdade. E fica como lição: ou o time titular continua treinando e passa a jogar o Brasileiro a sério, dividindo todas as bolas, correndo e chutando como se fosse um jogo decisivo, ligado até o apito final, ou vai desacostumar o corpo e a mente à seriedade necessária à Final. Concentração! Agora é a nossa hora!

Saudações Tricolores, de novo (nunca é demais).
Fábio Sá - Fluminense

05/06/2008

24 Perto do sonho: faltam 2



Não tenho muito pra falar sobre o jogo. Vocês todos viram. Os Tricolores sofreram, cantaram, gritaram e mais uma vez acreditaram até o último minuto. Sorrimos. Os mulambos (sim, todo o resto estava secando mesmo!) sofreram, cantaram, gritaram e acharam que o jogo estava ganho aos 17 minutos do segundo tempo. Choraram.

http://www.ole.clarin.com/notas/2008/06/05/copalibertadores/01687588.html

O meu pai tem falado comigo que eu preciso me acalmar: “Desse jeito você vai acabar passando mal. Precisa ficar mais calmo...”. Realmente, lá em casa eu sempre fui o mais “tranqüilo” de todos. Antes do jogo do ontem, eu estava me sentindo mal mesmo. Dificuldade de respirar, dor no peito.

Quando fui dormir, estava mais aliviado. Não tem nada ganho, faltam dois jogos e eu sou muito pé no chão. Mas eu senti um pouco de sensação de dever cumprido.

Durante os últimos 10 meses, me senti na obrigação de torcer por mim e pelo meu irmão que está na França. Me senti na obrigação de entregar o Flu pra ele nas finais da Libertadores.

Renan, ontem encontrei o Betinho depois do jogo e ele falou: “Eu só vou na final se o Renan vier. Nós quatro (ele, você, eu e nosso pai) sofremos juntos, nunca deixamos de acreditar que nosso dia chegaria, mesmo quando estávamos na terceira divisão. Temos que estar juntos”.

Seu ingresso está reservado. Venha nos ajudar! A festa nunca será completa sem você. Parabéns, essa vaga é sua!

(na íntegra o e-mail que enviei pra ele antes do jogo de ontem)
“Fala Tricolor!

Hoje é nosso dia! Hoje é dia de Fluminense!

Sei que está sendo fooooda pra você. Você merecia estar aqui com a gente, mas o destino quis que você estivesse aí, com uma experiência fooooda de vida que você conquistou com seus méritos. Ao mesmo tempo, sei que você vibra com a gente em cada gol, em cada vitória. Seja forte, não pense “que injustiça o Fluminense estar assim justo quando estou longe”, porque o que é seu está guardado!

Sua força será fundamental para nossa vitória. Durma, sonhe, acredite e quando acordar, tenha certeza que estaremos te ligando com mais uma boa notícia. Estarei pensando em você durante os noventa minutos!

Saudações Tricolores!”

Victor Machado - Fluminense

04/06/2008

11 Provações – ou “Vai dar Fluminense”


(OBS: leiam o post do Victor abaixo – a sinceridade do texto e o vídeo são imperdíveis)

O Fluminense foi campeão da Copa do Brasil do ano passado com um grupo desacreditado. Quase caiu dentro do Maracanã pro ABC. Resolveu jogos importantes fora de casa, calando a Fonte Nova e a Arena da Baixada. Foi campeão com um time questionado, mas que sempre acreditou em si e, mesmo quando todos davam como certa a permanência da taça em Floripa, nós fomos lá buscá-la (Obrigado, Roger! Obrigado Marcelo! Obrigado Thaissa!). E, junto com a taça, veio o bilhete para a Libertadores.

O Fluminense acreditou no grupo. Trouxe as peças necessárias para disputar uma competição com um grau de exigência maior. Vieram Washington, Dodô, Conca, Gabriel, Luiz Alberto, Ygor. Permaneceram no grupo, firmes e fortes, FH, Thiago Silva, Junior César, Arouca, Thiago Neves (que era banco na Copa do Brasil), Cícero, e o Roger, não podemos esquecer do Roger. E ficaram os comandantes, o de campo – Renato – e o de fora de campo – Branco.

E veio a Libertadores. E com ela, uma série interminável de provações.

FLUMINENSE CAI NO “GRUPO DA MORTE” E VAI ENFRENTAR O CAMPEÃO PARAGUAIO, O CAMPEÃO EQUATORIANO E O CAMPEÃO DA COPA SULAMERICANA.
Esqueceram que o Fluminense também era campeão, Campeão do Brasil, e jogou como tal.

Jogo a jogo, fomos derrubando mitos e mostrando ao continente quem é o Fluminense.

Nossos primeiros 45 minutos foram intermináveis – a bola voando na altitude, passes de 3 metros errados, o meia-direita da LDU partindo freneticamente pra cima do Junior César (bravo Junior César), FH começando a dar mostras de que incorporara São Castilho. No segundo tempo fomos bem, e o susto passou. 0x0 fora, bom começo.

FLUMINENSE PEGA O PRIMEIRO DESAFIO DE VERDADE: UM TIME ARGENTINO. Os rivais lembraram do Ferrocaril, mas provamos que a história agora é outra. Com exibição de gala, mas sempre com seriedade, buscando o gol, fizemos uma partida memorável diante de um Maraca exultante.

FLUMINENSE ENCARA O CAMPEÃO PARAGUAIO FORA DE CASA: AGORA É PRA VALER. Pois foi, e Washington mostrou duas vezes em 90 minutos que o Fluminense é grande lá dentro também. E depois, no Maracanã, fez o dever de casa.

Eis que veio a primeira derrota. E logo para um argentino, o mesmo que nos assistira jogar no Rio. Um jogo péssimo, desleixado, sem vontade, com nosso 10 sendo expulso. Desconfiança: será que o time tem maturidade suficiente para seguir em frente? O grupo e a torcida nunca duvidaram.

AGORA VALE O PRIMEIRO LUGAR: TIRA-TEIMA CONTRA A LDU. E Cícero foi ao terceiro andar liquidar qualquer pretensão rival – o primeiro lugar é nosso.

MATA-MATA, “AGORA COMEÇOU A LIBERTADORES”. O FLUMINENSE VAI PEGAR O TIME COLOMBIANO QUE DEU UM CANSAÇO NO SÃO PAULO. E ganhamos lá, com um petardo certeiro do Conca, grande Conca! Mas aí veio o jogo morno em casa (salve Roger!) e tentaram nos colocar a pulga atrás da orelha de novo. Não, obrigado.

AGORA É PRA VALER: FLUMINENSE ENCARA O GRANDE CAMPEÃO SÃO PAULO NO MORUMBI LOTADO. Gol deles com menos da metade do primeiro tempo. Torcida deles entoa “...tricolor vai golear...”. Vai nada. Pegamos no jogo, Conca deixou seu cartão de visitas, e um empate lá não teria sido injusto. E, apesar do 1x0 contra, foram os bravos 4 mil que falaram mais alto que a grande maioria são-paulina. Tricolor? Só o verdadeiro. Na saída pro vestiário, os jogadores levantaram suas cabeças ao ouvirem, mais alto do que qualquer outro som naquela noite, o prenúncio da torcida tricolor: “Vamos virar Nense!”

ADRIANO VOLTA À SELEÇÃO. E aí o Dunga deu moral logo pro melhor jogador deles, às vésperas do jogo. E meus amigos são-paulinos (sim, porque afinal de contas, moro em São Paulo) assinavam seus e-mails com “Abraços, Semifinalista”. E não foram poucos os que já imaginavam a beleza de um Boca x São Paulo. Mas esqueceram de perguntar o que o Fluminense achava. E nós não achamos nada, nós fomos lá buscar. Nada nunca veio de graça e não seria agora. Dodô fez o gol mais bonito da sua vida num chute mal dado. E Thiago Neves pegou a bola com as mãos, sem ninguém ver, e colocou na cabeça do Coração Valente Guerreiro Tricolor, que subiu um metro acima de três torres e nos devolveu a alegria de viver. O mundo ficou suspenso pelo alívio e pelo prazer, mas só por uma fração de segundo. Logo voltamos as atenções ao próximo monstro.

FLUMINENSE ENCARA O BOCA JUNIORS EM DUELO HISTÓRICO. E logo vieram as ‘frases de incentivo’: “o Boca é diferente, na Argentina é massacre, não tem Bombonera mas os caras vão aloprar assim mesmo”. E veio o gol deles, logo aos 11 de jogo, logo numa trama anunciada entre os três craques do time. O time desmoronou? Não. De um Thiago pra outro, gol do melhor zagueiro do Brasil. E o Fluminense dava as suas caras em plena Buenos Aires. E a torcida tricolor, 2 mil trilhões de vozes, soava alto em plena Avellaneda, e me fazia cantar junto, empurrando o time, invejoso por não poder estar lá, mas feliz por estar tão bem representado. A pressão veio e então o garoto de Bauru, tricolor por opção, decidiu que dali em diante se tornaria o melhor goleiro do Brasil. Os argentinos ainda não sabem, mas viram ali a guinada na carreira do futuro camisa 1 da seleção. Numa mão que não foi mão, o 10 deles fez o que sabe fazer melhor. E nós, o que fizemos? Fomos pra cima deles, e por pouco Washington não empata num voleio, fuzilando o goleiro, que gastou toda a sua sorte naquele lance. E então o nosso 10 mostrou que também sabe fazer o que lhe cabe. Empate lá, quem imaginaria? Pois, digo eu, a torcida tricolor imaginaria, porque acredita no time.

O BOCA JUNIORS GOSTA DE RESOLVER FORA DE CASA. “Fizeram isso contra o Atlas, não viram?”

Eis aí mais uma provação em nosso caminho. Não será a primeira, e, se Papai do Céu ajudar, não será também a última. Eles são fortes? Têm mística, história, algumas Libertadores na conta? Sim pra isso tudo. Mas esse Fluminense, esse grupo, essa torcida, essa força sobrenatural inexplicável, tem a seu favor a si mesmos, a paixão que nos une como um único ser, um ser nascido antes do nada, planejado pelo Homem lá de cima para ser a nossa referência maior nesse mundo terreno. Acima de tudo e de todos, sempre.

Como diria o mestre, “Tricolores do céu e da terra, uni-vos”. Precisamos de todos nós juntos, numa mesma vibração, numa mesma voz, um único e indestrutível guerreiro, abençoado por (João de) Deus. O monstro está ferido, mas (ainda) não derrotado – precisamos de todas as nossas forças para cortar de vez a sua cabeça.

Agora é a hora. A hora de jogar tudo, de entrar em campo com 80.011 jogadores, mais os que estarão lá de espírito, assistindo de casa, do bar, de outra cidade (ajuda a gente de novo, primo ‘pé-de-galo’), de outro país (vambora Renan), de outro mundo (contamos com vocês, dona Helena, seu Lúcio, mestre Nelson, Mário Lago...) – entremos em campo com todos os que amam o Flu estejam onde estiverem.

Vai dar Fluminense. Vai dar Fluminense. Vai dar Fluminense!
Saudações Tricolores

Fábio Sá - Fluminense

03/06/2008

4 Orgulho de ser Tricolor!



Está difícil pensar em outra coisa. Não durmo direito, o coração bate acelerado, não dá mais pra controlar a ansiedade. Só penso em uma frase: “Pois quem espera sempre alcança”.

E nós esperamos. Nunca deixamos de acreditar. A minha geração e nossos pais sabem bem disso. A fila até o gol de barriga em 95, a angústia do final dos anos 90, o gol de cabeça do Antônio Carlos, a épica vitória com o gol do Washington há duas semanas, são alguns exemplos de uma paixão inexplicável. Um amor eterno. O orgulho de ser Tricolor!

Não parem de pensar no Fluminense nem um segundo. Descansem, sonhem, acordem e quando saírem de suas casas para trabalhar estejam preparados para mais uma batalha. É sempre muito difícil, porém jamais impossível.

Amanhã é dia de entrar pra história! Vamos torcer, gritar, cantar e, principalmente, acreditar até o último segundo!



Victor Machado - Fluminense

27/05/2008

6 Hincha de Boca


Você, torcedor carioca, que nunca caiu pra terceira divisão, que nunca jogou contra time de bombeiro, que nunca jogou contra o time da MTV, que nunca virou mesa, tem uma inédita missão, nesta quarta-feira: todos secando a Flor. Não adianta a gente falar que não seca, torce pro time e não fica secando o outro, porque isso é mentira.

Todo mundo ta secando a Flor, alguns com um pouco mais de disposição estão secando o Vasco e Botafogo também. Mas a maioria está focada em ver Renato Gaúcho chorando e colocando a culpa na sua equipe. Fiz um intensivão em Barra Brava – na famosa La 12 – e trago para vocês alguns vídeos com letra para na próxima semana todo mundo cantar pela cidade do Rio de Janeiro.


Depois da tragédia de quarta-feira, eu viajei às pressas para a Argentina nesse feriado para trazer vibrações negativas para o Rio de Janeiro. Como diria Galvão Bueno, o Fluminense é o Brasil na Libertadores!!! Visitei todas as áreas da Bombonera e deixei um bilhete de boa sorte ao tricolor carioca escondido em um canto do estádio.

Meus amigos tricolores que me pedem para comprar meia entrada para jogos do Fluminense, se preparem. Não comprarei pra ninguém!!! No primeiro dia de vendas, as meias entradas que eu consigo comprar serão todas destinadas aos amigos que querem secar o Fluminense das cadeiras azuis, unidos com la hinchada del Boca por um só ideal: eliminar o último time brasileiro da Libertadores. De zebra neste século, já basta o Once Caldas. Chega!
Todos juntos, unidos pela primeira vez, para secar o Fluminense. Coisa raríssima em todos estes anos. Nem os tricolores estão acostumados com tanta gente secando eles. Se preparem! Ano passado estive em dois jogos de adversários, Botafogo x Figueirense e Vasco x Gama. Sequei bastante, mas nessas semifinais secarei ainda mais. Pra cima deles!!!


Atualizando


Desde pendejo yo te vengo a ver
y me persigue la policia.
No se hasta cuando me van a correr,
no se dan cuenta que vos sos mi vida.
Vamos xeneizes, hay que poner más huevo,
con esta hinchada tenés que ser primero.




Gustavo Pessôa e Fernando Lima – Boca Juniors

23/05/2008

2 Épico



Renan, meu irmão,

Tenho certeza que você, mesmo à distância e sem ter como acompanhar os jogos em tempo real, está torcendo e sofrendo mais do que os tricolores que estavam presente num dos dias mais lindos da história do Fluminense. Nunca vou esquecer o momento do gol:

47 minutos do segundo tempo. Nossa última chance. Tinha a certeza da presença de pelo menos três grandes tricolores no Maracanã: o Sobrenatural de Almeida em campo e Nelson Rodrigues e você ali, na arquibancada com a gente.

Eu estava sentado, concentrado, sem olhar para o gramado: “Por favor, a gente precisa ganhar isso. Eu sei que você está aqui e vamos ganhar essa porra por você”. Meu pai me abraçou e também não olhou para o lance. Estávamos nós três juntos, como sempre, como se você não estivesse na França. Foi mais uma noite épica do Fluzão, mais uma grande vitória em família!

Eu, em nome de todos os tricolores, te agradeço por amar nosso Fluminense todos os dias, a cada segundo. Quarta-feira que vem a gente se vê de novo!
PS: alguém tinha visto essa placa? Foi aquele mesmo tricolor que escreve no O Globo

Victor Machado - Fluminense

22/05/2008

0 Catarse


Estou lendo um livro que, aliás, recomendo. Chama-se “Febre de Bola” (“Fever Pitch” no original, do inglês Nick Hornby, o mesmo de “Alta Fidelidade”) e inspirou o nome das nossas tardes de sábado e domingo lá na emissora.

O livro narra a vida de um menino (o próprio Hornby) e a descoberta da sua paixão pelo Arsenal. Dias inteiros dedicados ao ritual almoço-estádio com o pai-resenha no rádio-casa (lembra alguma coisa?), vitórias sofridas, derrotas sentidas, um amor que foi se revelando maior do que tudo o que ele jamais havia vivenciado, e jamais iria vivenciar.

Mas vamos ao ponto.

Em um dado momento do livro, ele narra a saga da final da FA CUP de 79 contra o Manchester United, em Wembley. Os Gunners abriram 2 a 0, sofreram o empate e, quando tudo parecia perdido, quando só no que a torcida conseguia pensar era nos dois vices em anos anteriores, o gol salvador lhes deu o caneco e a explosão de glória, alegria e alívio. Principalmente alívio. Ele diz:

“Então Alan Sunderland esticou o pé para a bola, enfio ela gol adentro, bem na baliza à nossa frente, e eu não conseguia gritar “Gol!” ou “Ééééé!” ou nenhum dos outros sons que normalmente saem da minha garganta em momentos assim, e sim um único som, “AAAAARRRGGGHHHHHHHHH”, um som nascido do prazer absoluto e incrédulo choque, e de repente havia novamente gente no concreto das arquibancadas, pulando e rolando uns sobre os outros, de olhos arregalados e maravilhados.”

O capítulo se chama “Wembley IV – A Catarse”. Eu li esse exato capítulo vindo de São Paulo, de avião, pro Rio, ontem à tarde. Eu tinha tempo e disposição para continuar por mais capítulos, mas parei ali, por nenhuma razão que eu lembre. Simplesmente parei.

Perto do céu, quem sabe foi um recado Dele, um cochicho ao pé do ouvido: “Pára nesse capítulo, Filho. Hoje é dia de Catarse”.

A Família, reunida lá no alto do 43, e contando com a presença ilustre do muito bem-vindo pé-de-coelho atleticano (ou seria ‘pé-de-galo’?), agradeceu, feliz.

Noite feliz. Mas a comemoração ficou na noite de ontem. Hoje já é dia, dia de Corpus Christi, de agradecer ao Homem pela Sabedoria do seu cochicho, e humildemente pedir por mais proteção e bênção Dele. Tomamos gosto pela coisa – agora, queremos mais.

À concentração, ao trabalho. Vem aí mais um monstro pelo caminho. Vamos derrubar mais esse.
Saudações Tricolores.

Fábio Sá - Fluminense

21/05/2008

5 Só o que importa


Me desculpe a juventude desempregada. Me desculpem os pais separados que têm interesse na guarda dos seus filhos. Me desculpem o povo brasileiro preocupado com o destino da nossa frágil Amazônia, os interessados no leilão da usina de Jirau e os norte-americanos que não sabem se elegem o Obama ou o McCain. Hoje eu não quero nem saber de absolutamente nada disso.

Hoje eu só quero saber do meu Fluminense. Da concentração dos guerreiros. Do espírito de grupo e do amor ao clube nutrido pelo melhor zagueiro do país. De como está a cabeça dos que têm andado sobre trilhos vacilantes, e que têm no dia de hoje a chance única e maior de agarrar a locomotiva com a unha e colocá-la de volta no rumo certo. Na marra, se for preciso. De como está a cabeça do comandante, ultimamente afeito a ‘mirabolações’ preocupantes e questionáveis, mas que tem crédito e a confiança do grupo e da galera. Mas é bom não inventar muito hoje, porque hoje não é dia pra invenção. Hoje é dia pra deixar tudo dentro de campo. O suor, o sangue, a raça, os dentes se necessário for. Hoje é dia pra lembrar pro resto da vida. Como o dia em que o clube mais amado do mundo foi também o clube mais feliz do mundo.

Ninguém vai deixar de te amar, por nada – mas o amor e a felicidade bem que poderiam marcar um encontro nas amarelas do Maraca hoje, lá na 43, lá em cima.

Não quero saber das armas do policial – que arsenal! Nem das linhas de ônibus, nem do nosso amigo ciclista em Paris. Nada disso. Hoje o governador do meu Estado é o Cícero, o prefeito é o Conca, e o presidente é o FH. (Antes FH do que Lula, aliás.) Troco a angústia da tragédia da coitadinha da menina pela angústia do nosso Coração Valente, ansioso em estufar o filó – calma, garoto, vai vir na hora certa. Troco o Minc Leão Dourado pelo nosso camisa 10 que também precisa de ajuda para se encontrar – vamo moleque, pra cima deles!

Hoje meus olhos só conseguem ler a mesma coisa, independente da notícia do jornal... Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Júnior César; Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves; Washington e Cícero. Mudo a notícia, tentando fugir um pouco, descansar a cabeça um pouco, mas logo as mesmas palavras me acham: Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Júnior César; Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves; Washington e Cícero.

Hoje, agora. Faltam pouco menos de 12 horas, mas parece que falta um ano ainda. E ao mesmo tempo parece que falta um minuto. Hoje, agora. E sempre. Sempre Fluminense, sempre Fluminense.

Sempre Fluminense.
Saudações Tricolores.

Fábio Sá - Fluminense

3 Vai que a casa é sua, garoto!


João Paulo Sá - Flamengo

14/05/2008

13 Ole ole ole


Os fãs da Juliana Veloso estão empolgados mesmo. E com razão. Cada dia que passa é um dia que achávamos que nunca iríamos viver.

Quando você imaginou que assistiria o Fluminense jogar na altitude? O lugar mais alto que eles já tinham ido era Friburgo.

E jogar na Argentina? Beleza que não saíram de lá com uma vitória (acho que nunca ganharam na terra do Maradona), mas foram lá comer um bife de chorizo e comprar casacão de couro!

E ídolo!?!?! Sempre pergunto para meus amigos tricolores: "quem é seu ídolo?".
A resposta é padrão: "o Fluminense é maior que os jogadores", no máximo tem um que assume e fala do Ézio. Super Ézio. Hoje eles tem o Roger, jogador mais importante da história do tricolor.

Falando sério, se Ézio é ídolo, Valdir teria estátua, Evair camisa imortalizada, Rodrigo Souto bandeira, Donizete então teria seu nome no hino.
Falo sem errar - os maiores jogadores do Fluminense para a nossa geração foram Romário, Edmundo, Pet, Ramon e Leandro Amaral.

Mas hoje é o dia deles, quase uma parada gay, hoje tem Fluminense e São Paulo. Que festa hein!!! Não estou torcendo pra ninguém, só sei que tenho apostas em jogo! Mais cedo ou mais tarde eu ganho, isso é certeza.

Só pra tricolor nenhum esquecer, além do meu time ser maior, minha torcida também é sempre maior, meus estádio é maior, minha sala de troféus é maior. A única coisa que tricolor tem mais que a gente é cor na camisa.

Mesmo hoje sendo o dia deles, vale sempre lembrar do passado recente:


Faço a mesma pergunta do vídeo, com todo o respeito: O que o Fluminense vai ganhar esse ano?

Gustavo Pessôa - Vasco